Decisão seletiva? Por que Beto Castro ficou de fora da decisão de afastamento no caso Tech Office?

Decisão seletiva? Por que Beto Castro ficou de fora da decisão de afastamento no caso Tech Office?

A recente determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que resultou no afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, abriu margem para intensos debates sobre os critérios adotados na apuração. O ponto central dos questionamentos reside no fato de que a medida atingiu alvos específicos, enquanto outros nomes diretamente citados nos autos da mesma investigação não sofreram restrições semelhantes, o que alimenta interpretações de que a aplicação das medidas cautelares teria sido seletiva.

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa discrepância envolve o vereador por São Luís, Werberth Macedo Castro, conhecido como Beto Castro. Depoimentos prestados à Polícia Federal no âmbito das apurações do chamado “caso Tech Office”, referente ao homicídio de João Bosco ocorrido em 2022, indicam que o parlamentar esteve presencialmente na cena dos fatos e participou da reunião onde eram discutidas cobranças de repasses sob suspeita. Apesar de figurar em trechos relevantes dos relatórios policiais e depoimentos, o vereador permaneceu de fora da decisão que impôs o afastamento cautelar das funções públicas.

Além de Beto Castro, outros investigados citados ao longo das diligências também não foram objeto das sanções mais severas aplicadas nesta etapa. Diante desse cenário, setores políticos e jurídicos apontam que a decisão, ao focar pontualmente em Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, acabou produzindo forte impacto no cenário eleitoral de 2026, sendo interpretada por observadores como um movimento favorável a grupos opositores à sucessão do atual governo estadual.

No âmbito municipal, a situação traz desdobramentos paralelos: Beto Castro articula nos bastidores da Câmara Municipal de São Luís suas movimentações em torno da eleição da Mesa Diretora, que ocorrerá após as eleições gerais. O vereador vem figurando como o sucessor apoiado pelo atual presidente, Paulo Victor, para assumir o comando da Casa Legislativa; porém, o fantasma do “Caso Tech Office” deve continuar a assombrar os planos políticos que o parlamentar almeja daqui para frente.

Ficam várias perguntas tais como: com o histórico policial do vereador por que ele ficou de fora das decisões e ainda permanece no cargo? O que levou o ministro a ignorar Beto Castro dentro das suas decisões? Será que envolve a possível mudança de apoio a candidatos ligados ao dito grupo dinista?

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